17 de out de 2011

Território (A) Mar

O território pode ser as linhas que o circundam, mas também os seus conteúdos com suas contradições, travessias e acontecimentos. As lentes de Rafael Caetano buscam o território próximo ao mar e o que há nele, sobre ele e contra ele. Dessa forma há uma confusão, um ruído, do qual o significado saboreia para se fazer intimo de cada um e não universal. O mar ou  o amar; essa deliciosa contradição, sem sintese, é o tema da reportagem fotográfica de Rafael CaetanoTerritório (A) Mar.





O Pescador de ócios


Menino sem nome


O fluidor


O pescador de ócios II


idhiótis I


João Batista de rua


idhiótis II



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Rio, deus castanho














10 de out de 2011

Dona Marta reportagem fotográfica

Os recentes casos de corrupção nas UPPS cariocas levaram parcela da sociedade a questionar os rumos da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro.  No meio dos embates de interesses dos grupos evolvidos se encontra a vida. A vida e seus modos criativos de se reinventar. É essa vida— o acontecimento nos becos e vielas da favela Dona marta— que as lentes fotográficas de Rafael Caetano retratam. O pequeno, a emanentemente rarificado, aquilo que aparece é o tema da reportagem fotográfica Dona Marta. A fotografia se apresenta como se uma das possíveis fugas da vida, daquilo que a quer servil, fosse a memória construída na câmera escura.  


Ludus amour

Meu amigo Borges

Cruz do alto

Brincadeira de disputar

Pop

Legal?

...do alto


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Rio, deus Castanho.


3 de out de 2011

Série: Pequenos insujos

Foto de Rafael Caetano

Navegar dias por mares bravios,
Enfrentar ressacas de Neturno
e depois  avistar a ilha.
Sonhar o bom descanso de Ulisses nos seios da ilha.
Numa distração da atenção  perder a ilha de vista.
Colher as réstias do tempo de navegar
E um pouco dela na câmara escura que ainda é a
memória. 

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Rio, deus Castanho.

26 de set de 2011

Série: Pequenos insujos II


Dai-me o que beber?
A garganta seca e a sede
 desertificam-me.
Disse-lhe o caos ou o homem.
Ela estendera o co(R)po dágua
e o molhado visitou o
caos ou o homem.

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Rio, deus Castanho.

19 de set de 2011

Série: Pequenos insujos

Foto de Rafael Caetano
Cibele vaidosa cedera ao inserto o que comer.
um pouco do seu corpo fora alimento.
O destino insertificante repousa a vida do inserto
Nas folhas amarelas de Cibele.


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Rio, deus Castanho.

12 de set de 2011

Para um amigo polidor de lentes

Foto de Rafael Caetano

Se " tudo que é, é ou em si ou em outra coisa"
Derrama-se uma taça
do deus castanho sobre a cidade.
Formam-se trajetos, pisadas e itiner(Hor)ários
sobre  o serpia da foto escrita.
Beba no talveque os afetos daquilo que vicia;
beba a cidade.

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Rio, deus Castanho.

5 de set de 2011

Cartografia da (des) memória duma cidade


Foto de Rafael Caetano  sobre caricatura de Gil de João do Rio

Na Catedral carioca conhecida como botequim lhes disse o profeta após tomar o último gole de pinga:
 " Amai vós a rua, assim  como eu a como"
Foto de Rafael caetano sobre apresentação do Samba da Ouvidor


Antes de seguir o seu itinerário vadio pelas ruas sujas do Centro o profeta vaticinou:
 " E por essas ruas sabeadas há seres que cantam tão belamente como as sereias; e o seu canto é samba"






Foto de Rafael Caetano sobre peformance do grupo Tá na Rua


E antes de cuspi na calçada de pedras portuguesas próxima ao do bar o profeta ainda falou:
 " acreditai meus filhos que pelas ruas andam os seres mais incríveis dos quais nem o bom Boal pode imaginar"




Foto de Rafael Caetano sobre permance do grupo Tá na Rua





... O profeta alertara aos que o escutavam falar do poste entre uma baforada e outra:
 " Ela, a rua, vai lhe seduzir como uma bela mulher! Caí, caí meu filho em suas tentações  e camas de  rua, deusa ou mulher"
Foto de Rafael Caetano sobre morador de rua  desconhecido como modelo vivo





Do alto de um poste no meio da Rio Branco o profeta vaticinara:
 " os homens costumam usar de sua autoridade afim de esconder a fraqueza de seus argumentos e pensamentos, mas a rua torna todos iguais"


Foto de Rafael Caetano com morador de rua como modelo vivo



E os populares que cercavam o profeta perguntaram em coro:
 —Profeta, profeta  como saberemos que estamos na rua?
 —Meus filhos verão sombras sobre luzes numa época de eclipses da razão, vasculhem as sombras de si em busca de luz.   
... E quando todos acordaram viram que o profeta era a rua.

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Rio, deus castanho






29 de ago de 2011

Nó de planta

Deixo-me ás plantas que ainda não falam com palavras,
elas habitam(bém) um território chamado pre-sente.
Foto de Rafael Caetano
Porque pre- sent(ir)e é tudo ou nada que já fora au-sent(ir)e.       

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Rio, deus Castanho.

22 de ago de 2011

Território corpo


Foto de Rafael Caetano                                

Meu território é o corpo

Que habitado por outros serve
                                                    Aos acontecimentos de mim.
Me findo  corpo , me findo territorio;
                                               Sobra a aridez deste agora e
Um desertificado corpo .
                                              O homem é um fazedor de desertos



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Rio, deus Castanho.

15 de ago de 2011

Sabeado



Reportagem fotográfica de Rafael Caetano


Veja que avança o andarilho, o amante da rua ou simplesmente  mais um vate a pisar com seus passos vadios  o chão d´um acontecer sabeado. Quantos sábados cabem numa foto? Quantos acontecimentos o repórter, esse esfacelador do vivido, consegue retratar?  Talvez apenas um sabeado.   



Cigana da tarde

                 Vendedor de ócios                                                                                 

 Achei Huizinga numa esquina

 Achei Huizinga numa esquina II

Só                                                                       

Sujeito partido

                                             Três olhares para a mesma rua

Jazz vira latas                                                                                  

Peri(dan)g(er)o

Bicicleta para um ladrão  de bicilcetas                                                 

Lembranças do geométrico





Rio, deus Castanho.

8 de ago de 2011

Jardins do sem


                              Foto do autor do Blog                                                                                         
A casa flor de Iole fica num território sem lugar
Cibele nem sabe quando de mim cabe lá.
Uma manga listrada pelo carvão foi esquecida num canto
por quem perdeu esse canto.
Assim a desmemória é o lugar do não lugar.
Os pequenos intervalos de Atenas começam a dá seus primeiros brotos
numa terra que ainda será corpo,
Mas por hora é só uma terra sem corpo.

RVC
Rio, deus Castanho.

1 de ago de 2011

No morro da tal Conceição

 Reportagem fotográfica de Rafael Caetano.



 Vista para se viver um grande amor                                                              


Diogénes                                                                                                                 

Varanda para se viver um grande amor                                                          

As plantas falam                                                                         


Metafotografia                                                                                                       

Ideia de um homem ocioso num fim de tarde                                                 

Garoto Ludis                                                                                                     


Andare                                                                                                             


Ano para se viver um grande amor                                                                   

Ex-pelho                                                                                                      

Rua para se viver um grande amor                                                              

Metafotografia II                                                                                              

Solidão para se viver um grande amor                                           
                                          

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Rio, deus Castanho.

Olhar Vatiano

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